E POR FALAR EM COISA ALGUMA digamos que não tem nada sólido aqui (só a vontade de contar das cortinas beges de renda e da menina com caxumba no fim da rua, nada mais). também você deve pensar, de vez em quando 'mas afinal' - olhando fotos - 'onde foram parar esses sapatos?' ou como eu, consolar-se 'vai ver que, nem eram meus'. esse é um ponto. outro é dizer que pontos e vírgulas não bastam; embora ponto-e-vírgulas me agradem, algumas metáforas me escapam. ou se ainda tivesse alguém acreditado em uma dessas tardes tão estrangeiras, de um desbotado ainda azul; seria então já passado? se sim, qual me pertenceria? se fosse eu me deixado, rua deleitada, asfalto nu, ser janelas, mesas ou cadeiras. não sei. das coisas o riso aberto, falta de jeito mesmo, nunca aprendi. tenho inveja: de bons dentes e varandas; de sentimentos rasos e pensamentos profundos; e pregos e parafusos; e martelo e chave de fenda, porque são ativos; de seus complementos tímidos e permanentes: coisas que se fixam nas paredes, não por serem tanto em si, mas por suportarem toda a beleza do mundo.
definido como qualquer coisa entre os cavalos imóveis e o foco da não-atenção joaquim lia e relia pessoa em péssima tradução. bem, o português de antanho não lhe negava café no entanto, e eu dizia: 'meu primeiro e grande amor!', oh, u la la, isso muda tudo, não é? pra mim sim, todo dia, e o dia todo também. pessoalmente não me oponho à grafia xadreza nem ao funk junto ao jazz. mas à luz acesa lá fora e aos ecumenismos vistos de baixo como uma velha de saia, sim, sim. 'também não adianta ter asas presas às costas por único fino fio', pensou (ora pois!) velho joaquim; alma, cebolas e brasas: posso dizer que chega, escadas curvas e silêncio, perdeu-se em caminho subtil. mas não quero ser perfil num livro, albertío - numa revista talvez. quero das coisas-já o sumo, e a mancha futura da xícara naquele azul do papel. saber que o mundo esta torto, clarita, e quem está certa sou eu.